[f i l m e s d o c h i c o]

31 de mar de 2006

A Era do Gelo 2

[mais do mesmo, mas o mesmo era legal]



Há bastante gente que considera o primeiro A Era do Gelo, de 2002, um filme bobo, sem grandes atrações, que reprisa a fórmula de animais falantes desgastada pela Disney. Eu até reconheço que raramente há algo de novo no filme, mas confesso que criei um laço emocional com a história dos três amigos diferentes que conhecem as dificuldades da convivência e as belezas das diferenças. Tá, é uma explicação bem infantil - e provavelmente eu não conseguiria dar mais consistência a ela. Por isso nem vou tentar.

A palavra infantil é, muitas vezes, quase um palavrão para um filme, mesmo que ele seja um filme de animação, mesmo que ele seja feito para crianças. Mérito de desenho animado nos dias de hoje é ser feito para adultos. O primeiro A Era do Gelo é um filme que se assume como infantil desde o começo. E é feito para crianças pequenas mesmo. Há uma cena, no entanto, que me derrubou no cinema, quando o mamute Manny num flashback lindamente desenhado como pintura rupestre, lembra do massacre que pôs fim a sua família.

A continuação do filme de animação, estréia do brasileiro Carlos Saldanha na direção de um longa-metragem (antes ele assinava como co-diretor), segue exatamente o mesmo modelo do filme anterior. E eu francamente não enxergo demérito nisso. A simplicidade do argumento é, mais uma vez, base para o desenvolvimento do laço que une os três protagonistas. A Era do Gelo 2 é um filme sobre amizade, que, apesar dos traços computadorizados, parte de um desenho simples, apenas correto e eficaz, sem intenção de espetáculo visual.

A discrição do filme, seu molde clássico, ganha apenas um contraponto, que também não é novidade, mas é uma idéia velha agradabilíssima. O esquilo Scrat, e suas aventuras que remetem às comédias mudas dos primeiros anos do cinema, é novamente um coadjuvante de ouro, que tem algumas das melhores cenas do filme. Seu destino dourado é uma das mais legais. Idéias antigas não são necessariamente ruins quando abrem um belo sorriso.


[a era do gelo 2 ]
direção: Carlos Saldanha. roteiro: Peter Gaulke e Gerry Swallow. elenco: Ray Romano, John Leguizamo, Denis Leary, Queen Latifah, Jay Leno, Jason Fricchione, Josh Peck, Seann William Scott, Chris Wedge, Denny Dillon. montagem: ?. música: John Powell. produção: Lori Forte. site oficial:
a era do gelo 2. duração: 91 min. ice age 2: the meltdown, estados unidos, 2006.

nas picapes: [children of the revolution, t-rex]

30 de mar de 2006

Estréias da semana

estréias nos cinemas brasileiros nesta sexta:

Crianças Invisíveis , de Kátia Lund , Emir Kusturica , Spike Lee , John Woo , Jordan Scott e Ridley Scott , Mehdi Charef e Stefano Veneruso
A Era do Gelo 2, de Carlos Saldanha
As Férias da Minha Vida, de Wayne Wang
Quando um Estranho Chama, de Simon West
Strings, de Anders Rønnow-Klarlund
Violação de Domicílio, de Saverio Costanzo.

estréias em Salvador:

Conversando com Mamãe, de Santiago Carlos Oves
Doom - A Porta do Inferno, de Andrzej Bartkowiak
A Era do Gelo 2, de Carlos Saldanha
As Férias da Minha Vida, de Wayne Wang
Quando um Estranho Chama, de Simon West
Reis e Rainhas , de Arnaud Desplechin

29 de mar de 2006

As Chaves de Casa

[a balada do amor inabalável]



A possibilidade de o discurso cair num abismo sentimental era imensa, mas Gianni Amelio é imensamente feliz ao não eleger o garoto deficiente como o tal que merece atenção. Cabe mais ao pai ausente este papel. O acerto de contas entre os dois desconhecidos obedece apenas à lógica daquela dimensão que costumamos chamar de vida real, sem arroubos dramáticos, sem filosofia rasa sobre culpa, sem que se cobre o extra quando o assunto é ordinário. O amor que vemos ser desenhado na tela é natural, inerente, óbvio. Como deveria ser.

O diretor suga da aparência frágil e da cara de bom moço do excelente Kim Rossi Stuart não o pai ideal, mas o pai possível, provável. A identificação surge como conseqüência natural da observação de que aquele homem quer apenas fazer o que lhe parece certo, mesmo que completamente estranho à delicada situação. E, por mais que esse caminho seja perigosamente próximo da pieguice, Amelio parece saber muito bem como trocá-la pelo humanismo, com mostra a personagem-coadjuvante-contraponto-voz-da-consciência de uma ótima Charlotte Rampling.

A intenção de As Chaves da Casa não parece ser fazer chorar, objetivo de muitos filmes afins, mas você pode fazer isso se quiser. Eu não consegui, até porque cada vez que penso chego à conclusão de que só choro com lugar comum, o que me deixa muito decpcionado, mas desta vez foi diferente. O filme de Gianni Amelio (batizar o protagonista de Gianni seria uma coincidência) é uma prova de que todas as histórias, por mais tolas e regulares que sejam, são boas histórias caso encontrem bons contadores. Taí um filme que me deixou feliz.


[as chaves de casa ]
direção: Gianni Amelio. roteiro: Sandro Petraglia, Gianni Amelio e Stefano Rulli, baseado em livro de Giuseppe Pontiggia. elenco: Kim Rossi Stuart, Andrea Rossi, Charlotte Rampling, Alla Faerovich, Pierfrancesco Favino, Manuel Katzy, Michael Weiss. fotografia: Luca Bigazzi. montagem: Simona Paggi. desenho de produção: Giancarlo Basili. figurinos: Cristina Francioni. música: Franco Piersanti. produção: Elda Ferri e Enzo Porcelli. site oficial:
as chaves de casa. duração: 105 min. le chiavi di casa, itália / frança / alemanha, 2004.

nas picapes: [waving my arms in the air, syd barrett]

Julieta dos Espíritos



[julieta dos espíritos ]
direção: Federico Fellini

Revi ontem para encerrar um certo preconceito em relação a este "Fellini menor". Há seqüências que eu classificaria como aterrorizantes, à medida em que os fantasmas que perseguem a protagonista se impõem em seu cotidiano. Ver Giuletta Masina, daquele tamanhozinho, no meio de todo aquele caos é doloroso. O visual é, provavelmente, o mais espetacular de um longa do cineasta, com Piero Tosi radicalizando como pode na concepção dos figurinos. Um dos melhores filmes de terror de Fellini.

rodapé: muito triste esta história da morte da Ariclê Perez, muito boa atriz. Muito mais triste saber que seu último filme foi Quanto Vale ou é por Quilo?

27 de mar de 2006

2046









2046. Revisto e ampliado. Um maravilhoso encontro entre a literatura e o cinema com a mais bela das molduras, onde a primeira pessoa não tem dono.

Mentiras Sinceras

Cenas de um casamento em crise




Quem será que foi o fã do poeta menor dos anos 80 que deu o título nacional para este filme? As mentiras separadas do original parecem menos adequadas do que a escolha dos brasileiros já que a idéia do longa é da verdade nua, na cara. O ensaio de thriller interiorano - e inglês! - é apenas desculpa para as intenções reais do estreante Julian Fellowes: fazer emergir um casamento numa daquelas crise nubladas e partir para uma imensa - tá, não é tão grande assim - discussão de relação. E, me perdoem os que amam aqueles programas de casais em crise, mas discussão de relação é a coisa mais chata do mundo. "O que foi que eu fiz? Onde foi que eu errei?". Ah, eu merecia mais num domingo de folga...

Para minha completa surpresa, este é o menor dos problemas do filme porque o curioso é que a D.R. nunca se completa, nunca acontece de fato. O texto - tem um livro antes do filme - se acovarda de assumir sua forma de conflito familiar e as coisas se resolvem na base dos "panos quentes", com as personagens curiosamente se aproximando da corrupção moral dos habitantes de Los Angeles em Crash (2005). Sério. A referência foi imediata ao perceber que a dupla de protagonistas enxerga o mundo por uma via de comodismo com as situações mais constrangedoras, de manutenção do status quo, de aceitação de que "a vida é assim mesmo". E a questão não é que a traição seja algo inaceitável, o que é inaceitável é se esquivar depois de jogar um tema na berlinda.

Desperdício de talento de Tom Wilkinson e Emily Watson. Ele tenta dar densidade ao discurso de sua personagem e ela, sempre naquele limbo de interpretação entre o ingênuo e o sarcástico, o débil e o sórdido. São raros os momentos em que se estabelece um clima realmente crível de tensão entre os dois. A cena da salada é uma das mais interessantes. Uma das poucas. De resto, você apenas quer que os créditos cheguem logo. E eles chegam. O que dizer quando a maior qualidade de um filme é sua curta duração?

Mentiras Sinceras
Separate Lies, Itália / França / Alemanha, 2004.
Direção e Roteiro: Julian Fellowes, baseado em livro de Nigel Balchin.
Elenco: Tom Wilkinson, Emily Watson, Rupert Everett, Hermione Norris, John Warnaby, Richenda Carey, Linda Bassett, Alice O'Connell, John Neville, Christine Lohr.
Fotografia: Tony Pierce-Roberts. Montagem: Alex Mackie e Martin Walsh. Desenho de Produção: Alison Riva. Figurinos: Michele Clapton. Música: Stanislas Syrewicz. Produção: Steve Clark-Hall e Christian Colson. Site Oficial: Mentiras Sinceras. Duração: 85 min.

nas picapes: Lili Marlene, Carly Simon.

26 de mar de 2006

Anjos da Noite: Evolução

Vampiros de segunda classe




As encarnações de lobisomens e vampiros no cinema foram inúmeras desde resolveram trazer a ficção para as telas. Uma das piores foi Anjos da Noite, filme de dois anos atrás, escrito e dirigido por um desconhecido desprovido de talento e de bom gosto. Ao reiventar as histórias dos seres, Len Wiseman ridicularizou mitos com uma tentativa tosca de oferecer algo entre o novo e o tradicional. O filme não fez tanto sucesso assim, mas ganhou continuação, o que atesta a tolice que domina a indústria. Com mais dinheiro, Wiseman deixou a história em segundo plano - o que, neste caso, não é exatamente uma coisa ruim quando se observa a qualidade do material - para investir na adrenalina. Bem mais do que um filme de aventura, suspense ou thriller fantástico, Evolução é um filme de ação, destes descaradamente estúpidos, forte candidatos ao Oscar de roteiro coadjuvante. Abre com um didático flashback dos melhores momentos do primeiro longa para você que precisa ser lembrado da historinha, no melhor estilo seriado de TV. Mas nem o investimento hercúleo na ação é assim tão bem-sucedido já que as seqüências que deveriam ser eletrizantes são óbvias e meio sonolentas. Já que a franquia, junto com aquela lástima chamada Van Helsing (2005), foi o que redescobriu Kate Beckinsale para o cinema, é preciso que alguém dê um papel decente para moça com urgência, senão...

Anjos da Noite: Evolução
Underworld: Evolution, Estados Unidos, 2006.
Direção: Len Wiseman.
Roteiro: Danny McBride, baseado em estória de Len Wiseman e Danny McBride e nos personagens criados por Kevin Grevioux, Len Wiseman e Danny McBride.
Elenco: Kate Beckinsale, Scott Speedman, Tony Curran, Derek Jacobi, Bill Nighy, Steven Mackintosh, Shane Brolly, Brian Steele, Zita Görög, Scott McElroy, John Mann, Michael Sheen, Sophia Myles, Richard Cetrone, Mike Mukatis, Lily Bo Sheen.
Fotografia: Simon Duggan. Montagem: Nicolas De Toth. Desenho de Produção: Patrick Tatopoulos. Figurinos: Wendy Partridge. Música: Marco Beltrami. Produção: Gary Lucchesi, Richard S. Wright e Tom Rosenberg. Site Oficial: Anjos da Noite: Evolução. Duração: 106 min.

nas picapes: Where Do I Begin?, The Chemical Brothers.

24 de mar de 2006

O Matador

Assassino pop




A notoriedade que este filme ganhou se deve principalmente ao papel entregue a Pierce Brosnan, distante da imagem de 007. Distante? Será mesmo? A ironia do agente secreto está aqui, em cada miligrama... ops, fotograma do filme. A intenção e o tom do filme, no entanto, são outros, mas são as limitações de Brosnan como ator que parecem deixar tudo tão parecido. A proposta de inovação, portanto, não dá exatamente muito certo, nem no deslocamento de estilo de Brosnan, nem na trama do filme, que, cá entre nós, não tem novidade nenhuma ao apresentar o matador em conflito, ou decadente, ou boa praça porém ainda matador.

O que é realmente interessante neste filme é como Richard Shepard consegue dar umas soluções pouco usuais (e talvez ingênuas e, por isso mesmo, boas) para alguns nós da história. Brosnan, se não está exatamente bom, está muito simpático, mais do que o de costume e não dá pra negar seu carisma. É verdade que Greg Kinnear, seu comparsa na tela, com uma personagem mais simples (e assim mais difícil), consegue dominar todas as cenas em que aparece. Kinnear se impõe sobre Brosnan e sobre seu próprio texto, o que deixa o filme um passo além do sub-gênero pop-engraçadinho-indie a que pertence.

O Matador
The Matador, Estados Unidos/Alemanha/Irlanda, 2005.
Direção e Roteiro: Richard Shepard.
Elenco: Pierce Brosnan, Greg Kinnear, Hope Davis, Adam Scott, Portia Dawson, Philip Baker Hall, Claudia Lobo, Dylan Baker.
Fotografia: David Tattersall. Montagem: Carole Kravetz. Desenho de Produção: Robert Pearson. Figurinos: Catherine Marie Thomas. Música: Rolfe Kent. Produção: Pierce Brosnan, Bryan Furst, Sean Furst e Beau St. Clair. Site Oficial: O Matador. Duração: 96 min.

nas picapes: Mile End, Pulp.

Ranking Oscar

O ranking do Oscar 2005 já está online na Liga dos Blogues Cinematográficos.

20 de mar de 2006

X-Men

Pausa para as HQs




Posso estar sendo impulsivo e precipitado, o que não seria novidade, mas eu acho que o Joss Whedon é o melhor roteirista que já passou pelos X-Men, incluindo o Chris Claremont, dono de fases soberbas e responsável por eu me apaixonar pelo grupo. Mas o Whedon é melhor. A questão é de texto. Talento imenso para escrever. Engraçado que eu já achava isso do Grant Morrison, na fase anterior do grupo, mas o Whedon é genial. Os diálogos são maravilhosos. O que poderia ser um poção de clichês, a ressurreição do Colossus, foi um dos momentos mais bonitos das HQs recentes graças a seu texto. E, pelo que a última edição indica, ele finalmente vai dar destaque a minha x-man favorita, Kitty Pryde.

17 de mar de 2006

Contra Corrente

A vida que segue




O verdadeiro subject do filme de David Gordon Green talvez seja o espaço reservado para o homem no mundo, na natureza. É essa relação com o que nos cerca que move as personagens do filme. Que as permite e as priva das coisas. A questão não é aquele datado conceito de produto do meio, mas de como cada um lida com o inevitável. O mundo é factual, acredita Green. As pessoas reagem aos estímulos que as provocam. É a partir da tragédia - e há muito de tragédia clássica na história de Contracorrente; tragédia que recupera mitos e noções mitológicas - que a personagem de Jamie Bell se transforma. Do rebelde ao cuidadoso irmão mais velho, o líder, o protetor.

Se o universo surgiu do caos, a vida também se estabelece a partir dele. Como Terrence Malick, produtor do filme e clara influência para o cinema de Green, o diretor não é determinista nem fatalista. Ele defende a importância do incômodo, mas não torna as pessoas reféns dele, ao contrário de um Paul Haggis da vida. O incômodo está na música espacial de Philip Glass - espacial porque preenche com destreza a tela - e na edição, que usa um efeito simples (e, a princípio, com função díspar) para promover movimento. Contracorrente, além de tudo, resgata um país bem diferente, os Estados Unidos arcaicos, ancestrais, um terreno onde se está aparentemente mais perto do nosso eu bruto. Um lugar em que, se o rio é uma metáfora da vida, o mar é o lugar comum ideal.

Contra Corrente
Undertow, Estados Unidos, 2004.
Direção: David Gordon Green.
Roteiro: Joe Conway e David Gordon Green, baseado em história de Lingard Jervey.
Elenco: Jamie Bell, Dermot Mulroney, Devon Alan, Josh Lucas, Kristen Stewart, Robert Longstreet, Terry Loughlin, Eddie Rouse, Patrice Johnson, Charles Poston, Mark Darby Robinson, Pat Healy, Leigh Hill.
Fotografia: Tim Orr. Montagem: Zene Baker e Steven Gonzales. Desenho de Produção: Richard A. Wright. Figurinos: Jill Newell. Música: Philip Glass, com Michael Linnen e David Wingo. Produção: Terrence Malick, Lisa Muskat e Edward R. Pressman. Site Oficial: Contra Corrente. Duração: 107 min.

e mais:



O Gabinete das Figuras de Cera (1924), de Paul Leni e Leo Birinsky.

Típico produto da época mais áurea da produção de cinema alemã, este filme tem como seu maior atrativo as interferências estéticas expressionistas, sobretudo na cenografia. A fotografia usa algo na luz, mas reserva essa inspiração para takes bastante isolados, como o mosaico que mostra a imagem do herói no anel. De resto, é bastante convencional, ao se apropriar de figuras históricas e dar um excessivo tom melodramático às tramas. O melhor, certamente, é o final, que subverte a, até então, narrativa do filme, misturando os dois planos de ação (a imaginação do escritor e a história contada). É mais curioso do que necessariamente bom. Há alguns atores que depois viriam a fazer sucesso em Hollywood, como Emil Jannings, Conrad Veidt e William Dieterle, que virou diretor.

Mais interessante é Rebus Film , que acompanha o DVD, que se anuncia como a primeira palavra cruzada filmada. Longe da obrigatoriedade de contar uma história, Paul Leni ousou bastante com o material, explorando como podia truncagens e efeitos. O resultado, além de muito bem humorado, é uma experiência sensorial interessantíssima.



O Galinho Chicken Little (2005), de Mark Dindal.

Apesar de ser bem mediano, o filme não é terrível como se pintou. O que falta é basicamente um melhor roteiro e um direcionamento. Chicken Little tem raciocínios tolos para os adultos e provavelmente desinteressantes e complicados para as crianças. A personagem quase neurótica não chega a ser esquizofrênica, mas passa perto. Os coadjuvantes são o supra-sumo do lugar comum e as piadas, meio velhinhas. Eu, sinceramente, não agüento mais ver arroto ser uma coisa muito, muito engraçada. Há um uso excessivo de canções também, com cenas musicais consecutivas, inclusive, mas há alguns momentos bons como a hora em que o galinho canta We Are the Champions, fazendo duas vozes.

nas picapes: All I Wanna Do is Rock, Travis.


 
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