[o que vem por aí...]

Segundo os "em breve" pescados em alguns sites por aí, muitas das estréias até o fim do ano prometem. Há desde os grandes nomes aos que dividiram opiniões.
Espelho Mágico, de Manoel de Oliveira, estava prometido para a última sexta-feira. Sabe-se lá quando entra na programação de novo. Mais um belo filme do velhinho português, mesmo que dependente de uma série de prisões estéticas. O indiano mais pop do cinema volta com um filme que repartiu a crítica.
A Dama na Água, de M. Night Shyamalan, recebeu classificações como "filme mais radical da carreira do diretor" até "fantasia que não deu certo". Eu não gosto de
A Vila.
Por outro lado, gosto de quase tudo na obra de Tsai Ming-Liang, mas
O Sabor da Melancia é um escorrego. Apesar do clima particularíssimo providenciado pela direção de arte e pela trilha sonora, sem dúvida o melhor, o filme não me convenceu. Mas pretendo rever.
Eleição - Submundo do Poder, de Johnnie To, começa muito bem, se desenvolve muito bem, mas na meia hora final têm um punhado de cenas deslocadas e uma resolução estranha.
O 11 de setembro vem em dois filmes elogiadíssimos:
Vôo 93, de Paul Greengrass, no qual eu aposto muito, e
As Torres Gêmeas, de Oliver Stone, no qual eu não aposto nada com base na minha longa experiência pessoal com o diretor. Deve-se comemorar a chegada de um filme de Philippe Garrel ao circuito comercial.
Amantes Constantes vem com aval da crítica. Da fronteira do terror, virá o cultuadinho
Abismo do Medo, de Neil Marshall, que já estava em 50% no meu emule. Ainda não sei se espero chegar ao cinema.
Entre os hispânicos, o diretor vencedor de Cannes, Alejandro Gonzalez Iñarritú, que traz o polifônico
Babel, com elenco internacional e interestelar. Como os filmes anteriores do cineasta recebem elogios a mais, resta esperar. E é preciso ver se Pedro Almodóvar se recupera da apatia de
Má Educação com o novo
Volver, em que reata sua parceria com a desaparecida Carmen Maura. Guillermo Del Toro traz
El Laberinto Del Fauno, que parece ser, no mínimo, uma experiência bem interessante.
Brian De Palma chega com a adaptação do clássico
A Dália Negra - boas expectativas - e o veteraníssimo Robert Altman, com
A Prairie Home Companion, que mais uma vez abusa da fórmula das muitas historinhas. Fórmula que dá certo, mas nem sempre. Meryl Streep estrela o último, mas sua grande interpretação da semana provavelmente virá mesmo de
O Diabo Veste Prada, de David Frankel, que deve valer uma olhada.
Além disso, teremos também ainda este ano
Catch a Fire, de Philip Noyce,
A Good Year, de Ridley Scott, o polêmico
A Promessa, de Chen Kaige,
The Prestige, primeira incursão de Christopher Nolan depois de reativar a carreira na tela do homem-morcego, e
Stranger than Fiction, de Marc Foster, diretor que foi bom em
A Última Ceia e grotesco em
Em Busca da Terra do Nunca.
Em três edições do Alfred, o prêmio de melhores do ano da Liga dos Blogues Cinematográgicos, Martin Scorsese e Clint Eastwood se enfrentaram duas vezes. Eastwood ganhou por
Sobre Meninos e Lobos (melhor filme) e
Menina de Ouro (filme e direção). Scorsese levou o prêmio de melhor direção por
Gangues de Nova York. Neste ano, parecia improvável que um novo combate acontecesse. Mas
The Departed, com Leo Di Caprio e Matt Damon, teve a estréia antecipada para novembro, mesmo mês que o drama de guerra
Flags of Our Fathers, filme do caubói norte-americano, chega ao Brasil. Sinal de que teremos diversão no final da temporada?